sexta-feira, 5 de julho de 2013

night*

Há algo de muito interessante no cair da noite, na madrugada, no nascer do dia. Não sei bem explicar...
Apagam-se as luzes e deixa-se as estrelas brilhar e os ruídos da natureza preenchem a escuridão, tal como outros, feitos pelo homem que quase se desvanecem entre a beleza de tudo o resto.
Ao cair da noite é assim, ainda se ouve todo o tipo de ruídos, sons que me fazem sentir pequena, como se me excluíssem daqui e com razão, não há lugar aqui para mim. Mas aí chega a madrugada, e é tudo tão quieto, tão silencioso e sumptuoso, qualquer coisa de misterioso, de mágico. Faz-me sentir bem, é tão como eu amo, poético e imóvel, e podia jurar que se guardam segredos no crepúsculo, com certeza que sim, não podia imaginar que fosse de outra forma... 
E depois tem esta estranha esperança no nascer do dia, a espectativa de que é um dia diferente, e é sempre o mesmo, aquela monotonia excruciante.
O nascer do dia é hora de fechar os olhos e sonhar, dormir, A noite é hora de sonhar, de olhos abertos, com o coração nas mãos, ensiná-lo a bater ao ritmo de quimeras..
Ás vezes só queria que o dia fosse a noite e a noite fosse o dia, simples assim.
O dia, o movimento, as pessoas, enlouqueço com isso. Não há nada nisso de esperançoso, não há nada de belo.
Á noite, eu escrevia imenso,poemas, coisas assim, sem sentido, tudo me parecia loucura mal empregada, não sei, nunca soube, mas foi parte de mim e é. A noite fazia-me bem, apesar de receber lágrimas em vez de sorrisos, mas a noite é assim, sincera, leve para a alma.
Não há nada mais cativante, nem nada mais libertador, os loucos são os senhores da noite, gosto de pensar assim, talvez não seja, mas e então? Loucura não tem horas e muito menos razão!
 


 

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