quinta-feira, 9 de maio de 2013

bad craziness.


É muito estranho isto, eu olhar para todos os lados e não ver nada onde me possa agarrar, é que antes eu sentia que tinha algo embora não visse, agora eu não vejo, nem sinto. Não há nada.
O vazio, eu sei o que é, parece que sei desde sempre, familiarizei-me com isso cedo demais, por tempo demais. A solidão, nunca gostei embora me fizesse falta, mas eu só a queria quando queria, raramente e então esta acompanha-me mais de perto que o vazio, como se me estivesse na pele, ser sozinha, estar só.
Sinto desespero, aquele desespero num nível completamente diferente do normal, desesperada por um grito, por um abraço, por uma força que me agarre e que não me deixe ir… Estou desesperada por calor que este frio tem-me feito mal, esta frieza que se fez minha, ocupou-me mais do que eu deixei, e agora sou assim, fria, e não gosto de ninguém! Este gelo que nunca vi, nunca senti, mas que sei que não me larga, que só me quebra, só me arrasta pelo chão, deste tipo de frio eu não gosto. Gosto do vento, gosto da chuva e até do inverno, mas deste frio eu dispenso, e descarto e não quero nem pintado de ouro, este frio que não vai embora nem a pontapé!
Parece-me tudo estranho demais, eu não ter nada, eu não sentir grande coisa, eu já não saber mesmo a quantas ando, eu não saber o que quero da vida, eu sentir dor, tanta dor, juro que é-me estranho demais. Sentir tanta dor, quer dizer, é minha esta dor? Parece-me dor a mais para ser só de mim, parece que sinto a dor de tanta gente junta! E é tão estranho eu não ser capaz de virar do avesso o avesso em que está a minha vida. Não consigo fazer nada, e sei o que fazer, mas não sinto a força, não a tenho. Não dá. O pior de tudo é que não me sinto no direito de ter este tipo de problema, que parece tão insignificante e que provavelmente é. É que problemas em cima de problemas, em cima de problemas só podia dar em desabo. E deu, e dói, mais do que devia, mais do que necessário e com certeza mais do que aguento…


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