terça-feira, 27 de novembro de 2012

problem.


É tudo o que é necessário. Um problema, para gerar muitos mais, basta um problema para enterrar a nossa vida até ao pescoço. Basta um problema para me enterrar até ao pescoço.
Deixou-me ainda capaz de respirar, o suficiente para sobreviver, mas não me posso mover. Fico presa no mesmo sítio sempre. Não posso sair de onde estou.
Vivo a tropeçar, não em mim, mas no que me rodeia. Eu não tenho um problema, mas há minha volta há muitos, torna-se impossível.
Sei lá, a vida passa por mim, e eu não posso segui-la, estou presa e farta. É tortura.
Para mim a pessoa que me tornei com tudo o que se foi passando chega, está bom para mim, já aprendi tanto, já aprendi o suficiente. Já chega! E ser feliz será que tenho direito? Não é que eu não queira, eu quero tanto, mas, algo não permite, uma parte de mim não permite, e a minha vida não permite. Talvez não mereça.
E eu já quis fugir, eu podia fugir. Mas sinto que se eu não carregar este peso as coisas não funcionam minimamente, se eu fosse tudo seria ainda pior. Mas este peso sufoca-me, rebaixa-me, esmaga-me. Não sei se aguento. Mal posso comigo mesma e neste momento não posso com mais ninguém, com mais nada...
 

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