domingo, 15 de julho de 2012

Castelos na areia

Castelos na areia não é coisa boa, tão passageiros como a brisa num dia de 40 graus Celsius. Constrói-se o castelinho com a areia da praia, quente, fina, e depois vêm duas ou três crianças a jogar á bola, numa correria engraçada (pelos vistos), e destroem o raio do castelo de areia e acabou, depois parece o mesmo piso de areia que estava lá á cinco minutos atrás e para mim castelos de areia não é coisa que valha a pena, porque pedras pesadas seguram no castelo e nas nuvens, têm lâmpadas estreladas e uma floresta quase infinita onde pode-se sentar a ouvir música e a meditar. Um castelo de pedra trás um príncipe com ele, trás magia. O coração dói, parte e destrói, e depois passa e deixa no caminho pedras pesadas, difíceis de carregar, e construímos um castelo que tem um piano preto lindo no centro de uma sala branca e nem sequer sabemos tocar mas clica-se em algumas teclas e já é música para os ouvidos. Castelos na areia não são coisa boa, mas os castelos que se constroem com pedras e cristais mantêm-se de pé, pena que na verdade não trazem nem príncipe, nem piano, nem amor, nem música, nem magia. Nem castelo na areia, nem castelo de pedra, nem bem-me-quer, nem mal-me-quer porque nunca perguntei a uma flor, devia, talvez. Nem sim, nem não. Nem castelos nem cabanas. Mas um coração é uma boa casa para quem viveu debaixo de estrelas apagadas toda a vida. forever, B*.


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