sábado, 14 de julho de 2012

Arrepios ofegantes, senti-los de perto quebra-me.
Tenho desesperos mudos, loucuras, gritos silênciosos, fantasmas dentro de mim e o coração surpreendemente ainda bate, tenho lágrimas cravadas que nunca chorei, memórias que nunca esquecerei e sou feita disso. Sonhos que nunca me atrevi a sonhar, e máscaras que nunca tive coragem de partir. Se ao menos eu fosse feita de outra loucura. O meu corpo não suporta suspiros ofegantes, nem batimentos cardíacos acelerados, nem pensamentos rodopiantes, não suporta um coração com asas, leve. E é absolutamente necessário sentir-se arrepios ofegantes, é-me necessário agora, e mesmo assim privo-me disso.

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