sábado, 4 de junho de 2011

Há momentos assim

Há momentos que ultrapassam qualquer entender, qualquer sentir e perceber. Aqueles momentos intermédios, entre a chuva e o sol, o dia e a noite, entre o céu e o mar, entre tudo e nada, há momentos. Momentos que nunca poderia entender, sensações que me invadem, sensações que não podem ser sentidas, e então um sexto sentido se desperta, se levanta e se expressa calado. E, nesses momentos que não sei sentir, nem pensar, nem sei exactamente que espaços de tempo são estes que se encontram entre o ruído e o silêncio, eles são perfeitos exactamente assim.Exactamente assim, quando estranhamente os meus olhos se deparam com miragens, visões imaginárias sem significado, alucinações apenas, que eu esperava interpretar, mas então todos os sonhos desmaiam ao sabor da noite, e caiem com ela, e quando o sol olha de perto outra vez, estes momentos, perfeitos exactamente assim, fogem de mim e tudo o que eu queria era apanhá-los, mesmo sendo daqueles instantes em que somente sabemos nada, eu só queria ter desse nada incessantemente.

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