segunda-feira, 11 de abril de 2011

Nestes tempos tenho pegado de leve as palavras frágeis que esqueço de dizer...Deixo-as voar nas asas do vento para longe de mim, deixo-as bloqueadas algures numa caixa sem fim, dentro de limites que não pode ninguém exceder. Não permito.
Num silêncio poderia dizer porquê, o porquê de ti, daquela, de mim, de todos, da tristeza, de tudo, de nada, de ninguém, o porquê da escuridão, do horror, do medo, da felicidade, do amor...
Já nada sei falar, já nada sei escrever, porque continuo bloqueada numa bolha de sabão que jamais quebrarei, talvez. Lá no fundo do túnel, espera-me nova mundança, uma pequena mudança daquilo que não quero ser, pois preciso de abandonar palavras viciadas, marcas tatuadas, cicatrizes fundas, preciso de as deixar por aí num deserto interminável onde elas nunca mais me possam encontrar. Elas que cessem, que morram, longe de mim, fora do meu corpo, do meu ser, já habitam há demasiado tempo, tempo esse que não poderei apagar.

2 comentários:

  1. Muito obrigada isabel, muito obrigada mesmo.
    Eu já tenho vindo a passar por aqui, e o sentimento é mutuo, adoro o que escreves. :) está lindo o post*

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