sábado, 5 de março de 2011

Time after time...

Há noites em que quando não consigo dormir, ponho de novo o relógio no pulso, concentrando-me no seu pulsar vou dispersando,e o tempo vai se escamando por entre os dedos como o vento pelas montanhas mais altas...
Não acredito no tempo, nem que ele nos desgasta os sentimentos, acredito que é impossível esquecer algo que realmente deixou rasto, nunca nos esquecemos, apenas não lembramos... E o tempo, vai passando por nós, nós por ele, passa tão vagarosamente, ou tão rapidamente que nos faz ignorá-lo, esquecê-lo. Pergunto-me para quê existir tempo, afinal provavelmente o tempo é interminável e não sabemos exactamente quando despertou, por isso vou adormecendo ao som do provável passar dos segundos, ironicamente vão-se desvanecendo pensamentos, vão-se esquecendo, até uma nova lembrança, até um novo momento.

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