sábado, 9 de outubro de 2010

hurricane

Corro, como a chuva quando bate na janela do meu pequeno cubículo, gota a gota também vou caindo e num ciclo perfeito elevo-me novamente.
Começa a ser incerta esta viagem sem direcção, torna-se cada vez mais um naufrágio, um dia acabará algures afundada num deserto.
Às vezes fujo, atiro mil gritos aos sete ventos, um ou dois desesperos, tudo o resto contenho num círculo sem limites.
Num breve ir, viajo demasiado em poucos minutos, daqui até Plutão, de Plutão á lua e da lua aqui sem paragens, só de passagem, sem tempo para mais devaneios ridículos.
Desmaio de delírio, acordo e é já outro momento, outro tempo, outro presente.


5 comentários:

  1. ninguém sabe porque é o meu segredo :p
    p.s: gostei muito do texto, já te disse que és fantástica? ;D

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  2. eu a ti posso-te contar, sei que és de confiança. Amanhã ;)
    concordo muahahah

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