segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Duas faces, um rosto.

Vivemos envolvidos numa grande quantidade de pessoas que pensamos conhecer, na verdade quais são as hipóteses de conhecermos realmente alguém se, de facto nem nós próprios nos conheçemos?
São tantos os mistérios que estão presentes na personalidade de alguém, na minha e de toda a gente que tem verdadeiramente uma. Se meditarmos bem sobre o assunto a conclusão é óbvia, nós não conhecemos ninguém de verdade, todos têm algo a esconder, todos nós escondemos uma pequena ou grande parte de nós próprios do mundo, todos pensamos ser alguém que na verdade não existe,  não conhecemos ninguém de verdade, nem os outros nem o nosso verdadeiro ser. Não sabemos nada que pensamos saber, são tantos segredos, tanta gente, tantas mentiras e fingimento, poucas pessoas das que nos rodeiam são realmente verdadeiras, são realmente o que pensamos que são. E é incrível como é que ainda nos iludimos de tal maneira, deviamos estar á espera que certas pessoas que julgamos conhecer se tornem noutra que nunca pensávamos existir. Se não nos conhecemos a nós próprios porque razão é que havemos pensar que conhecemos este ou aquele? Todos nós temos duas faces e uma delas nunca ninguém a viu, talvez.
A verdade é que conhecemos superficialmente nada mais que isso, e nunca iremos conhecer alguém profundamente, tal como nunca ninguém descobrirá o que poderá haver nas profundezas do mar azul.

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