terça-feira, 8 de junho de 2010

Sentada no meio da rua
Olhando átomos á solta
Que na realidade não vejo
Tal como quando me ouço
Que na realidade é como um baloiço
Em cima e em baixo
Positivo e negativo
Como parábolas
È tudo matemática
Contas com tantas soluções
Que nem interessa
Como em tantos corações
Pairam sentimentos
Diversos, que ninguém pensa
Ninguém pensa que realmente existam
Que os sintam
Queriam todos poder adivinhar
O que vai nas mentes da gente
Ninguém o consegue
Mas há quem tente
Quem atravesse o mar
Quem mova montanhas
Para saber o que sente
Outros que sabem
Que nem dizem
Que nem falam
Como simples mudos surdos
Que nem ouvem a vozinha cá dentro
Nem falam o que a consciência grita
Ninguém quer saber da realidade
Andando suas almas a arder
Até que uma delas fica aflita
E ao romper da noite
Ao deitar, olhando as estrelas lá fora
Grita mais alto que o céu
A dor que a devora
O sentimento que a possuí
Até que ao tentar adormecer
Algo a faz perceber
Que gritou o mais alto que pode
E ninguém a ouviu
Gritou tão alto como o silêncio
Ninguém entendeu
Então com toda a raiva e tristeza
Esqueceu
Guardou tudo de novo
Deixou a luz acesa
E então adormeceu…

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