terça-feira, 1 de junho de 2010

Let our eyes say words we’ll leave unspoken

Olhares, olhares
Grandes mistérios revelados
Olhares tradutores de palavras
De sentimentos e de silêncio
Perfeitos, cruzamos, apaixonados
Olhares perdidos no tempo
Diluidos no espaço
Caídos no chão
Olhares que denunciam
Que nos prendem a nada
Que nos intimidam
Olhares, olhares, olhares
Podessem as palavras como os olhares
Dizer tudo sem falar
E mesmo assim rendendo
Movendo o chão e as montanhas
Voando com o vento
Olhares, gestos tão subtis
Tão cheios de significado
Olhares tão conhecedores do pecado
Olhares profundos
Olhares calados
Que me invadem sem permissão
Deixando-me á deriva no meio das estrelas
Sem saber para onde ir
Olhares que desejam palavras
Essas, quem me dera tê-las
Olhares, alguns que não se podem revelar
Que não sabem falar
Se eu podesse olhar e dizer o que quero
Não teria de falar, porque já o estaria a dizer
Olhares, segredos de se ver...
Olho, quem sabe um dia eu vá poder dizer...

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