sábado, 29 de maio de 2010

Poema

Agarrando palavras ao contrário fugo
Quanto mais corro menos elas são legíveis
A saudade de ontem será diferente amanhã
Porque amanhã é já outro dia
Que entra com o sol pela rua
Sem permissão sem canção
Então eu entro com ele
Ainda com as palavras na mão
Parei á beira do rio, á beira do mar
Seja lá que água lá está
Olhei bem as palavras que carreguei
Algumas já se entendiam
Outras quase, meias tortas meias direitas
Ordenei bem as letras
Ao fim de tudo o que li
Não dizia nada mais nada menos
De que: A saudade morre um dia
Morre com a saudade que virá de ontem fugida!

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