quinta-feira, 13 de maio de 2010

Mais forte

Cortas-te as veias
Vi água transparente
E enquanto choravas
Vi o sangue que derramavas
Olhando o espelho
Uma imagem invisível se reflectia
Era como um quadro pintado com tinta da vida, e um dia
Enquanto andavas sem pernas
Senti o chão tremer parado
Os teus lábios a olhar
Os teus olhos a sorrir
Não disse nada de pensamento atado
Corri sobre o chão que se movia
Então tu corrias mais rápido
Até que chega o momento em que já não te via
Sentei-me no chão enquanto chovia
Veio o sol e veio a lua
Estava eu ainda sentada
Esperando uma palavra tua
Mas tu cobarde sem sentimento
Deixaste-me de ouvido atento
À chuva no meio da rua
Passaram-se dias e dias
Noites e noites e eu escondida no escuro
Onde sabia que tu não me vias...
Vai procurando vai procurando
Enquanto me riu sozinha
E tu quase me encontrando
Rezas para que eu chore
Para que eu te implore
Mas eu mais alta que a montanha
Gritei-te bem alto

Sabendo que tal como tu, hoje
O vento que não me apanha

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