sábado, 15 de maio de 2010

Corações á chuva

Dirigiu o seu olhar para o poço de água um pouco mais além dali, as gotas caíam, uma após a outra naquele lago formando circunferências concêntricas, ela olhava e não desviava o olhar nem por um segundo, estou certa de que nem olhava para lá apesar do seu olhar se fixar ali…
A noite cada vez mais escura sem qualquer ponto prateado no céu, estava cada vez menos mágica! O vento soprava, corria rápido e imitando a consequência das gotas a cair, girava, girava, movia folhas e objectos, tinha uma força capaz de mover montanhas, capaz de arrastar o chão, ela, com um gesto simples olhou o céu, levantou-se da escada da sua pequena varanda e correu á chuva, sentiu o vento, e pensava sozinha…
Cada vez mais em si, correu mais depressa e mais e mais até que chegou aquela casa perdida na floresta, a habitação que ela nunca teve coragem de bater na porta, mas com toda a sua coragem e força assim fez, bateu 3 vezes seguidas, já era tarde mais não se importou…
Alguém abriu a porta e ela num largo sorriso abraçou aquele rapaz como que cheia de saudades precisava dele como nunca… Ficaram em silêncio, ele agarrou na sua mão, sem qualquer palavra olhou-a nos seus olhos e com um olhar profundo e sem pestanejar aproximou-se…
Os seus olhos brilhavam como o sol prestes a nascer, tocaram os seus lábios, de repente um estrondo enorme se ouviu, ela caiu no chão como um corpo morto, ele agarrou-a, beijou-a e abraçou-a e deitando-se sobre ela, encostou o seu ouvido ao seu órgão propulsor e ficou ali toda a noite ouvindo um coração em silêncio…

(Pura inspiração) Não é uma história verdadeira mas, talvez devesse servir de exemplo e lição, devemos fazer o que desejamos no momento em que o desejamos, se não o fizermos, talvez nunca mais o possamos fazer, é no momento...

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