terça-feira, 11 de maio de 2010

Às vezes...

Às vezes é preciso deixar ir...È preciso abrir as algemas e deixar a liberdade voar, acabar e começar de novo! Às vezes só precisamos de gritar e soltar todo o silêncio que guardamos, que fechamos numa caixa, que bate bate bate e que não queremos abrir...Chega o dia em que temos de esquecer o nome, as palavras, a memória, as expressões tatuadas...Chega o momento do adeus, de chorar lembrando o olá da primeira vez, chega o momento da despedida de alguém que vive e viverá ao lado! Ás vezes é preciso abraçar quem já fugio...Às vezes é preciso deixar morrer aquela estrela que sempre brilhou para nós, para deixar que nasça outra ainda maior...È preciso deixar partir algo que acabou de chegar!È preciso deixar de ser quem somos para ser o que fomos, deixar de sorrir por segundos para deixar que as lágrimas percorram o seu rio, deixar de fingir ser feliz e enfrentar todos os medos que nos apavoram, "saltar de um prédio" mesmo com duas pernas partidas e mesmo assim cair de pé!
Às vezes é necessário deixar o sentimento disperso no vento, agarrar a borracha e apagar as memórias...
Às vezes é necessário deixar de sentir para pensar, é necessário ser alguém que não somos para nos ultrapassar a nós próprios, para conseguir passar a barreira sem a deitar a baixo, é preciso esquecer que somos humanos e que sentimos, é preciso entender a "língua" que nunca falamos...Às vezes é preciso deixar que o coração bata sem ritmo, que sinta sem sentimento e que chore o sangue que perdeu...Às vezes é preciso deixar um lugar vazio para ninguém...Deixar a música tocar perto de um surdo, deixar ir quem já lá está...Às vezes é só preciso um "ás vezes" e esquecer que sempre seguimos uma rotina e que quando necessário temos de pôr um "ás vezes "nas nossas vidas e fazer algo que não é habitual fazer!
Quebrar a regra!

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