sábado, 17 de abril de 2010

Fim indefinido...

 (...) Tenho a caneta na minha mão, e escrevo com todo o sentimento que tenho dentro de mim, mas o fim desta história é indefinido, e, por isso tenho medo que a tinta da caneta que escorrega nas páginas deste caderno acabe, o sentimento que mantém as estrelas a brilhar para mim nesta estrada sem fim...
Continuo a correr tentando alcançar o tão esperado fim da história que escrevo, mas dia após dia vou-me descobrindo, todos os sorrisos que represento, mesmo representados alguns são dotados de muita verdade, alguns de muito fingimento...
Como tudo, ás vezes mentimos,omitimos, outras vezes mostramos o "de facto" da história, contando a verdadeiro sentido das coisas, como elas são, o que elas significam para nós, sem medo, sem vergonha do real sentido das palavras que devem ser ditas... 
Nesta noite, que parece não acabar, voltei á minha rotina, o meu mp3 ligado, a música que ouço pela noite dentro toca como se não houvesse fim, até que os meus olhos se fechem para a realidade e a minha mente me leve a um outro mundo repleto de fantasia, magia e brilho...Esta noite, senti uma necessidade enorme de me fechar na música de novo... Senti necessidade de voar mais alto, sem medo que o sonho arranque o chão dos meus pés, sem medo de viver uma história sem um fim definido, de viver uma história inventada, sem medo que o fim que eu não escrevi seja o que eu não espero...
Hoje, enquanto que as gotas caiem lá fora, quero viver uma história baseada num sonho, quero atirar-me de uma estrela e esperar que alguém me apanhe, quero pisar o risco sem medo do fim indifinido deste conto!(...)




17/04/2010 - 01:47 H

3 comentários:

  1. Eu sei perfeitamente disso, mas eu sou burra, estúpida, otaria, etc.
    Deixo levar-me sempre pelo que o meu coração diz e não ligo ao que a minha cabeça diz… Se me deixa-se levar pela cabeça e não pelo coração não cometeria sempre o mesmo erros, mas não eu tenho que ser sempre pelo sentimento e isso já mete nojo a mim mesma!

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