segunda-feira, 19 de abril de 2010

Desaparece e não dês nem um passo!

Sabes? Havia tantas palavras que eu precisava de te dizer, que ficaram por ai dispersas no ar, não me deste oportunidade de falar, de me expressar, e quando as quiseres ouvir, embora me vá apetecer muito dizer-te tudo o que ficou atravessado em mim, não vou dizer, nem uma palavra, nem uma vírgula, nem nada do género que te dê a entender que falei contigo! Vou agir tal como tu agis-te e ages dia após dia, podia dizer que preciso de ti, mas não, eu não preciso, quando precisei, não digo que me viras-te as costas, mas fugis-te literalmente, com medo, e não me disseste de quê! Eu também tinha medo, como toda a gente que tem sentimentos! Mas, repito, não, eu não preciso de ti, e se precisares de mim, por muito que me custe eu não te vou dar a mão, não vou dizer que te quero perto, mesmo que queira, vou dizer para apagares a minha memória, vou dizer para desapareceres por entre a escuridão, não vou pedir ajuda às estrelas para iluminar o céu para depois eu te poder encontrar quando eu voltar atrás, mas eu não vou voltar, aliás, desejo que esteja escuro, muito escuro, tão escuro que te impeça de dar um passo na tua vida, que te impeça de prosseguir, vais pedir-me ajuda, mas vou negá-la a ti, da mesma maneira que te escondes-te de mim…

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