terça-feira, 11 de abril de 2017

O que fazer quando sentimos que já não dá mais?
Quando sentimos que estamos a ficar loucos? Quando não há mais nada pelo que lutar? Para seguir em frente? O que fazer?
O quê?

segunda-feira, 10 de abril de 2017

cheers!




"And it feels like a champagne hangover 
But you hit like a whiskey & soda  
You really fucked me over 
Still here's a toast - to you"

sábado, 8 de abril de 2017

sinto que bateste na minha porta e simplesmente ficámos à conversa na entrada, nunca te deixei entrar, nunca te convidei sequer.
quero-te só dizer, embora tu não vás ler que, não te vou convidar, nunca.
nunca, porque não consigo. não perguntes outra vez porquê. simplesmente não vou.
não posso deixar que desarrumes mais do que está, e também sei que arrumar ninguém consegue.
é um caos.
sou um caos.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

C de Saudade.

Não sei se algum dia te vou conseguir dizer adeus. Porque aqui até as pedras da calçada que me fazem cair, me apaixonam.
Todos os dias me apaixono por esta cidade, mesmo quando nem saio de casa.
Ás vezes estou só no autocarro e olho pela janela, e tudo dentro de mim sorri, porque estou em Coimbra e esta cidade não é uma qualquer.
Não sei se algum dia vou sentir o mesmo numa outra cidade, mas algo me diz que, se há sentimentos irreplicáveis, o que todos são, este é ainda mais irreplicável, ainda mais único…
Não sei se algum dia vou esquecer que vivi aqui. Que sonhei aqui. Que chorei, que cai, que corri, que saltei, que gritei, que senti tanto, e que aprendi tanto. Será que vou esquecer? Talvez nos caminhos da senilidade, mas mesmo assim, algo me diz que nem no poço mais fundo do esquecimento, esta cidade se vai desgastar de mim.
Não sei se algum dia, alguma cidade, em algum sitio, se faça um lar como Coimbra se fez.

Não sei se os caminhos perdidos que aqui caminhei, terão um lugar certo para chegar como esta cidade tem. Não há caminhos em que eu me perca, que eu não ganhe mais um pouco. Ganho todos os dias nesta cidade, vida principalmente. Não há nada que me faça melhor.
Se as noites já me apaixonavam, agora apaixonam mais ainda porque não há noites aqui, que não se cravem no coração.
Sei, sem dúvida, que não há outra cidade que rime com saudade como esta, Coimbra.
Para alguns pode não rimar, mas aos meus ouvidos é poesia.
E os rodopios que a minha capa dá, é a melhor dança do mundo inteiro, e não há maior orgulho do que esta dança em cima dos meus ombros.
Isto tudo para dizer que:
Não sei se algum dia te vou conseguir dizer adeus, Coimbra.

sábado, 3 de setembro de 2016

domingo, 28 de agosto de 2016

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

you, whoever you are.

You.
Whoever you are, love me.
Call me in the middle of the night to get drunk with you.
Take me to the most breathtaking places.
Write me little love notes.
You.
Whoever you are, don’t take so long.
Find me and get lost with me.
You.
Whoever you are, open my doors,
Take my walls down, and built four walls around us.
You.
Whoever you are.
Sing to me, like it’s your own song.
You.

Whoever you are, don’t keep me waiting.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

broken.

everyday i feel the same. it's like i've  been in love with somebody, some day and my heart got broken into a million pieces but that's not what happened. the issue in my heart is that i've never loved but it's still broken.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

pai.

Nunca me ensinaste grande coisa. Como sempre digo, a única coisa que me ensinaste na vida foi a comer bem e a nunca ser como tu (isto aprendi eu, sem tu nunca o dizeres). 
Compreendo que a vida para ti possa não ter sido fácil, mas por essa mesma razão, achava que isso te despertava um desejo de ser diferente, mas enganei-me.
Compreendo também que depois de teres deixado essa parte da tua vida, as circunstâncias não tenham sido as melhores e que tenhas sofrido o pior trauma que um pai pode sofrer e que nunca tenhas ultrapassado as perdas que isso te causou. Sei que houve algo bom no meio de tanto mau, mas por experiência própria, que também vivi esse trauma, sei que o bem nunca compensou o mau e nunca fez muito sentido na tua cabeça, e percebo.
Também sofri, muito, enterrada no meu silêncio, com as lágrimas mais pesadas. Sofri este trauma e sofri por todas as batalhas que tive que lutar ao crescer, porque a incompreensão era imensa, as perguntas eram intermináveis e o vazio era constante. Aquela dor persistente no peito, que não vemos razão para a ter, que nos segue para todo o lado, enlouqueceu-me, de verdade!
Sei que a vida não é fácil. Não é fácil para mim também, acredita. mas o meu coração parte mais um bocadinho sempre que faz de escudo ás tuas conversas. Tens palavras mais afiadas do que facas e mesmo assim preferia uma faca cravada no peito.
Nunca senti tanta raiva como já senti por ti, e sinto, e tu, de todas as pessoas, por ordem da natureza não devias ser alguém de quem eu sentisse raiva e ódio. Nunca me senti tão rebaixada como me sinto por ti. Mas levantei-me sempre e conquistei o equilíbrio para não voltar a desabar.
És aquela pessoa que nunca ouvi dizer bem de mim, e és aquele que sempre contrariou quem o fizesse. Não tens orgulho em mim, mas eu tenho. Tenho orgulho em tudo aquilo que sou. Tenho orgulho por ter aprendido tanto sozinha. Tenho orgulho pelas estaladas que levas sempre que progrido na vida e que tu achavas que eu não era capaz.
Um dia ainda vou mudar o mundo. Gosto de pensar que já comecei nessa jornada, pelos pequenos gestos.
Nunca me falhaste nos aspetos vitais. Sempre tive tudo aquilo que precisei, comida, teto, dinheiro e educação. Mas nunca me respeitaste como eu respeito as pessoas. Um dia hei-de cuidar de ti quando precisares, mas digo já, não mereces.
A todas as pessoas que veem o teu lado mascarado, espero que o desvendem e vejam o teu verdadeiro eu. E a pergunta que carreguei pela maior parte da minha vida:

O que é que eu quero ser quando for grande? Quero ser nunca como tu e quero agradecer-te por me dares este objetivo de vida.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

ás vezes tenho saudades tuas...
não és mais a minha melhor amiga, muito menos minha amiga mas se tu ligasses a qualquer hora a pedir-me alguma coisas acredita que o faria. mas eu odeio-te. e como sempre disse, só odiamos quem já foi uma parte de nós, quem ainda segura um pedaçinho do nosso coração e é por isso que te odeio.
odeio-te pela forma que as coisas se sucederam, odeio-te pelas coisas que ficaram por dizer e que já nem sei quais coisas eram essas, odeio-te pelas razões e pelas não-razões pela quais nós nos deixamos de falar e odeio-te ainda mais por teres escolhido alguém para o centro do teu mundo e te teres esquecido que eu estava numa órbita em volta do teu mundo também.
odeio-te tanto e o pior é que já não quero saber. sou tão fria agora que irias ficar surpreendida, não que eu não o fosse antes mas agora rebenta todas a escalas.
odeio-te por não ocupares nenhuma parte da minha vida agora, por não seres ninguém quando antes eras o meu único alguém.
ás vezes tenho saudades tuas mas odeio-te agora, por isso não te digo.

sábado, 30 de janeiro de 2016

he was there.
I was there.
the streets were empty
and so was I,
but i didn't care because someone was there...
but it was nothing,
and we were nothing.
nothing.
that was the night that nothing happened.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

?

why do I like sad things??? sad movies, sad songs, sad books, sad days, sad quotes, sad people... I just like things that make me cry, isn't that weird? why do I like to cry so much?



segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

domingo, 27 de dezembro de 2015

you're poison.

andei a pensar e acho que descobri: um dos meus maiores medos é um dia não ter nem um pouco de bom dentro de mim, para perdoar o mau que há em ti.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

I'm no island but I pretend I am.

'No Man is an Island'

No man is an island entire of itself; every man 
is a piece of the continent, a part of the main; 
if a clod be washed away by the sea, Europe 
is the less, as well as if a promontory were, as 
well as any manner of thy friends or of thine 
own were; any man's death diminishes me, 
because I am involved in mankind. 
And therefore never send to know for whom 
the bell tolls; it tolls for thee. 

John Donne 


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Why do i just feel like crying all the time, for no reason?

terça-feira, 28 de julho de 2015

ficando louca. possuída. e não é com a boa loucura. 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

devo a ti as lágrimas que choro.

Como é que é suposto te sentires bem contigo mesma se uma das pessoas que mais te devia apoiar no mundo só te rebaixa??? Como é que é suposto dares o melhor de ti quando alguém te faz acreditar que não és suficientemente boa para ser alguém na vida?
Gostava de entender o que leva uma pessoa a ser dessa forma, tudo o que eu queria entender na vida era apenas isso, juro.
O pior de tudo é o mal que te desejo, e juro que é verdadeiro. Fazes de mim uma má pessoa, fazes de mim a pessoa que vês. Embora a minha alma seja boa consegues que ela espelhe o pior que existe. Odeio-me por isso, e que venha o karma e que faça o seu trabalho porque já tive muito de mau, mais um pouco irei aguentar.

sorrisos irónicos.

Acho que a vida nunca me sorriu muito mas eu fiz com que ela me sorrisse, olhei-a de frente e seduzi-a um pouco, contei umas piadas e ela sorriu.
A vida é bela quando sorri, e quando chora também, porque as mágoas, as feridas e os desprazeres que ela me deu embelezaram a minha estadia no mundo de formas que eu nunca pensei que fossem possíveis. Adquiri um gosto diferente por viver a partir do momento em que descobri que sofrer é das melhores coisas da vida, apesar de não parecer.
O sofrer é necessário para a criação, é necessário para aprender, e necessário sobretudo para entendermos que só existe o perfeito com um pouco de imperfeição.
Detesto dizer isto porque sinto-me a dizer barbaridades e provavelmente é o que é mas, acho que quem nunca sofreu de uma forma ou de outra não sabe o que anda a fazer neste mundo, passear nunca é uma opção ainda que sejamos todos um pouco turistas. Criar raízes é importante mesmo que no meu coração eu ache que não fui feita para criar raízes, mesmo que eu ache que todo o mundo é a minha casa, mesmo que tanto dentro de mim me diga que não pertenço a lugar nenhum... Criamos raízes nas vidas que nos tocam e não nos largam, nos corações que nos amam e que nos deixam e que nós continuamos a querer desesperadamente. Todos nós já deixamos um pouco dos nossos corações em sítios mal empregados, e em sítios que guardam esse pedaço como um diamante, também já perdemos bocadinhos pelo caminho por serem tão pesados para carregar pela vida, também já apanhamos do chão outros e já lançamos ao ar alguns estilhaços na esperança que alguém os apanhasse e nos ensinasse o que fazer com tantas partes do mesmo orgão. Como se junta peça a peça algo que explodiu e que foram perdidas partes? Como é que completamos o melhor possível esse puzzle maluco?
Que é que fazes? Não há um nome designado nas páginas amarelas a quem possas ligar para concertar um coração quebrado.
Acho que vamos aprendendo que a vida nem sempre nos sorri e ás vezes lança-nos um sorriso irónico e um olhar matador que julgamos que veio para nos resolver as questões e afinal veio para nos enganar e trocar as voltas todas.
Às vezes o melhor é piscar-lhe o olho com o sorriso mais irónico que existe e fazer-lhe uma rasteira, porque as voltas que a vida dá desarruma-nos a alma, atrapalha-nos os passos e embacia-nos a visão, o que não pode acontecer constantemente mas de quando a quando, quando necessário. Quando o nosso canto está tão desarrumado que uma volta era capaz de pôr as coisas no sítio mais rápido do que aquela arrumação feita à pressão antes de alguém entrar.

segunda-feira, 30 de março de 2015

ás noites cheias de nada e aos copos cheios de vodka.

Porque é que não me levas a casa sem expectativas de uma noite de sexo? Porque é que não me convidas para dormir contigo, adormecer contigo enquanto fico deitada no teu peito e tu a mexer-me no cabelo sem saberes que amo que o façam? Porque é que não ficas a noite toda comigo na companhia de uma garrafa de Vodka cheia conversas sinceras, e sem os travões da consciência e da vergonha? Porque é que não ficamos a noite toda acordados para ver o nascer do sol e tomar o pequeno-almoço juntos?
Porque é que não me convidas para uma noite de primeiras vezes? Para uma noite de loucuras? Vamos fazer coisas sem pensar, sem dar o tempo necessário para decidirmos não as fazer! Vamos ser doidos, crianças! Vamos ser felizes durante um curto espaço de tempo, para mim basta… Porque não me puxas o braço e me beijas? Porque não me calas da mesma forma??? Eu falo imenso, não deve ser fácil ouvir tanto e não fazer nada!
Porque não me fazes perguntas básicas? Qual é a minha cor favorita? Qual é o meu poema favorito? Quais são os meus vícios? Porque é que não me entrego? Pergunta-me tudo, talvez eu não vá ter a coragem de te responder a metade das perguntas mas tu vais entender porquê…
Porque não fazes isso? Não sou o teu tipo? Não sou suficientemente boa para ti? Porque é que só me queres para meia dúzia de beijos e amassos descarados? Eu sou um mundo de questões e um mundo de mistérios e fascínios. Porque não me queres dessa forma?
E porque tu não és assim eu não consigo sentir qualquer emoção quando te beijo. Não sinto nada. Sabes o quão horrível isso é? Não importa quantos homens eu beije, eu não sinto nada. Sinto os lábios, sinto a língua, sinto os dentes a morder-me os lábios e as mãos a percorrerem-me o corpo mas não sinto nada cá dentro. Porque não és assim? Porque não me encontras numa noite louca e me levas para longe da confusão e me fazes sonhar só um pouco? Porque não me fazes sentir alguma coisa? Porquê? 

domingo, 29 de março de 2015

para Halguém.

Não são vozes a falar-me de baixinho, nem memórias a teimarem para serem lembradas acho que são sentimentos incertos ainda a baterem no coração e a curiosidade cravada em mim que nunca consegui satisfazer. Questiono-me se tinhas ideia do que realmente me ia na mente, e questiono-me mais fortemente e constantemente se te "lembras" de mim como eu me "lembro" de ti.
Sempre achei que éramos pedaços do mesmo material, que éramos almas errantes à espera de se conhecerem mas também sempre tive uma vozinha interior que me dizia que tal ideia maluca nunca te passou pela mente. E agora que se passaram tantos anos eu só queria ter a certeza daquilo que para mim sempre foi uma incógnita. O mais inquietante é que julguei que este assunto delicado para mim se ia desvanecer da memória por completo e nunca aconteceu, nem eu estando na dita idade adulta isso acontece. Raios partam este espírito louco e inocente! Já tenho idade para ter juízo como diria qualquer pessoa com os pontos nos i's e com a vida encaminhada para lado nenhum mas pronto, a verdade é que cismo em acreditar no destino. Mas porquê? De todos os meus defeitos este tem de ser definitivamente o pior deles todos. Às vezes acho que parte de mim ainda paira nesse espaço de tempo passado e que é por isso que isto não me larga. Mas depois dou uma de estúpida e acho que é por alguma razão transcendente.
Só sei que te procuro em todos os lados, mesmo quando acho que não procuro nada, e que observo todos os traços à procura de um vislumbre daqueles que foram os traços que só imaginei. Procuro em todos os olhos, os teus olhos e sei de uma forma inexplicável que ainda não encontrei mas que encontrarei como que por mero acaso. Já indaguei demais sem saber que o fazia e não sei por quanto tempo o farei, talvez até encontrar aquilo que a curiosidade e o mistério não me deixam descansar na procura, não sei bem.
Achava-me suficientemente certa de que não queria nada disto e agora dou por mim a querer e pior ainda, a necessitar.




quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Amália Rodrigues - Ao Poeta Perguntei

Uma música incrível que descreve perfeitamente como surge a poesia! Não diria melhor, a grande Amália, que sabe sempre o diz!!!

Ao poeta perguntei
Como é que os versos assim aparecem?
Disse-me só: Eu cá não sei
São coisas que me acontecem
Sei que nos versos que fiz
Vivem motivos dos mais diversos
E também sei que sempre feliz
Não saberia fazer os versos
Ó meu amigo, não pense que a poesia
É só a caligrafia num perfeito alinhamento
As rimas são assim como um coração
E que a cada pulsação
Recorda sofrimento
E nos meus versos pode não haver medida
Mas o que há sempre são coisas da própria vida
Fiz versos como faz dia
A luz do sol sempre ao nascer
Eu fiz os versos porque os fazia
Sem me lembrar de os fazer
Com a expressão e os jeitos
Que pra cantar se vão dando a voz
Todos os versos andam já feitos
De brincadeira dentro de nós

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

H de Imaginação, de Destino e de Quimera.

Imaginei só que um dia nos encontraríamos sob os cobertores, deitados no sofá, a chuva e o frio lá fora, e nós entre os poemas e os livros, lendo-os baixinho um para o outro, tu a entender as entrelinhas, a ler o meu toque e eu com os olhos a brilhar e a desfazer-me por dentro com a tua ternura disfarçada e estranhamente tímida. A caneca de chá em cima da mesa para mim e uma taça gigante de pipocas porque eu sei tu adoras. Só nós e o Outono, afogados naquela cumplicidade soberba. Deitas a tua cabeça no meu peito e adormeces, tão absorvido pelo cansaço, calmo e acho que não há nada de mais maravilhoso na minha vida do que ver-te dormir encostado a mim como se não houvesse mais nenhum sítio que tu preferisses adormecer.
Imaginei-te acordar sobressaltado porque te esqueceste que me prometeste que fazias o jantar e eu a rir-me que nem uma doida da cara que fizeste quando acordas-te. Vejo-te a correr para a cozinha, a tropeçar, porque és tão desajeitado e tão trapalhão e são as qualidades que mais amo em ti. Fazes o jantar, mas nunca fazes sobremesa mesmo sabendo que amo qualquer coisa doce depois das refeições, a tua sobremesa é outra, e eu era capaz de deixar o meu desejo pelos doces e substituir com o meu desejo por ti.
Dormiste a tarde toda e agora não consegues dormir, ficamos toda a noite acordados, eu a beber café para manter os olhos abertos e tu a olhar para mim atentamente como quem analisa uma pintura de museu… Imaginei tantos momentos, momentos esses que sei que não vou ter contigo, talvez com outra pessoa…
Os teus olhos verdes, o teu jeito extremamente desajeitado, e a tua voz maravilhosa a acompanhar a música que ouvimos, cantas tão bem que me distraio de todo o mundo só para te ouvir.
Imagino mais uma vez, o dia em que te vejo pela primeira vez, perco a fala e o chão. O tempo parou ali e não posso acreditar no presente que espero há anos do destino, tu.



"..in the warm New York 4 o'clock light we are drifting back and forth
between each other like a tree breathing through its spectacles
and the portrait show seems to have no faces in it at all, just paint
you suddenly wonder why in the world anyone ever did them…" Frank O'Hara



sábado, 20 de dezembro de 2014

Sempre tive um deslumbre por olhos. Nunca foi exactamente a cor que me fascinou, mas também. Era outra coisa. Qualquer coisa que os olhos pareciam falar e que nada conseguia traduzir. Sinto que poderia entender qualquer pessoa no mundo só olhando-a nos olhos, entender um poema inteiro, ler um livro completo só olhando, coisa que nem um poliglota poderia fazer.
Costumava olhar as pessoas nos olhos, talvez na procura de palavras que faltavam em mim e eu tinha tanto para dizer. Buscava constantemente, não sei bem o quê. Nunca encontrei. Agora que já não tenho nada para dizer baixo a cabeça, já não olho mais nos olhos, talvez eu já não precise daquela busca incessante de algo para me preencher ou talvez eu esteja só perdida de uma forma que antes nunca estive, só que desta vez eu sei que o que antes eu procurava se perdeu e temo que não encontre o retorno.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Acho que quero mais. Sabem, mais? Quero mas no entanto, não sei se quero a bagagem que isso trás. Quero mais e não quero. 


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Penso em ti todos os dias embora este pensamento não tenha um rosto. Penso em ti todos os dias e arrependo-me, por nunca me ter permitido estar na tua presença quando tudo o que eu mais queria era isso mesmo. Mesmo que esse encontro não carregasse qualquer promessa com ele, pelo menos teríamos sido grandes amigos, isso eu sei. E passados tantos anos ainda não tenho coragem, como antes não tinha mas desta vez mesmo sem coragem eu sei que desta vez eu iria conseguir estar no mesmo espaço que tu, só que desta vez não dá, não existe essa escolha, conhecer-te ou não te conhecer... Desta vez não há forma alguma para conseguir alcançar-te e falar contigo e por isso mesmo perco agora alguma confiança no destino, e desta vez acho que nem o destino me vai fazer o favor de te pôr no meu caminho, Pena. E tristeza profunda. E arrependimento, tanto mas tanto que seria impossível "medir". Continuo a pensar em ti e ainda tento imaginar-te e ainda é no verde dos teus olhos que nunca vi que encontro uma lágrima de esperança e suspiro. Penso em ti todos os dias e sei. Esse destino foi quebrado.  poppy*

terça-feira, 18 de novembro de 2014

não quero ser feliz.

Sempre pensei que tendo felicidade me traria á vida tudo aquilo que eu amo e que por isso seria feliz, por isso mesmo existiria esse sentimento mas, enganei-me. A felicidade chegou, e não sei porquê a ausência de todo aquele vácuo e todas aquelas contradições constantemente a empurrar-me até ao limite, parece não fazer tanto sentido como eu esperava.
Em vez de me dar, a felicidade tirou-me. Roubou-me sem piedade uma paixão intrínseca, um pouco da minha essência também, se não a maior parte dela, não a sinto, não me sinto eu mesma sem os traços que antes desenhava no papel, sem as letras, sem os versos… Não era eu quem desenhava as letras, eram as letras que desenhavam as linhas que me distinguiam e que me separavam de todos os outros indivíduos. Tudo isso desvaneceu num sopro rápido.
Tanto tempo a sonhar em ser feliz e só agora descobri que não quero ser feliz, nunca quis. Não quando isso implica que me arranquem a poesia da alma. Não quando isso implica não sentir. Sinto que não sinto, será que faz sentido? Pelo menos antes sentia angústia, tristeza, vazio, pelo menos era isso que me dirigia e agora não há nada que me arraste pelo chão e eu sei que a felicidade não é um arrastão, não é, mas é o voar, e isso eu não sinto. Era loucura e já não é. Era desespero e já não é. Eram questões infinitas às quais eu não tinha resposta e isso não é suposto se gostar, mas eu gostava, gostava de questionar continuamente as coisas inquestionáveis da vida e não ter resposta, eu não tinha resposta mas era um furacão que acabava por deixar que a areia assentasse em plenitude com o chão onde eu caía sempre e continuamente, caía fundo e de uma maneira ou de outra eu encontrava o equilíbrio mesmo que isso significasse continuar caída.
Não pensei um dia tê-la e querer larga-la. Talvez não totalmente mas, largar um pouco, deixar que a chuva caia sobre mim, cair um pouco ao chão, esmurrar os joelhos e rir, porque é isso, tem tanta piada quando caímos sem querer, são gargalhadas de graça e há ali um equilíbrio entre a dor e o alívio de gargalhar que é qualquer coisa de perfeito.
Não quero ser feliz, quero ser constantemente equilibrada e excepcionalmente descontrolada. 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Porque se fosses tu, eu deixava. Eu deixava que me sugasses a alma , que me quebrasses o sorriso e que me desses uma lágrima. Deixava-te o meu coração á porta, sem cartões e sem avisos. Deixava que tudo de ti me entrasse nos poros e que o teu perfume se fizesse também o meu.
Porque eu não quero uma paixãozita, um amorzinho, uma coisa qualquer, eu quero um amor bem cheio e inteiro, com tudo o que isso possa trazer de bom ou de mau, um amor que eu juro aceitar plenamente e inteiramente como se sempre fosse meu.
Eu aceito-o, ainda que eu não lhe tenha posto o olhar em cima, ainda que esse amor esteja a demorar, eu aceito-o antes de ele chegar e eu espero-o ofegante, como se tivesse corrido atrás dele. E só porque, se fosses tu, eu amava.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O amor é díficil de encontrar. Não gosta de ser perseguido nem gosta de perseguir. Ele tropeça e encontra-nos assim, por acaso... Como quem diz, porque nada acontece por acaso, muito menos o amor.
 

sábado, 2 de novembro de 2013

E na volta a vida não é tão difícil assim, é preciso é distância!

domingo, 27 de outubro de 2013

Vi qualquer coisa nestas ruas, nesta saudade eterna que a cidade parece deixar. Vi qualquer coisa, qualquer coisa nos passos misteriosos que o preto dá quando passa, e nos rodopios do perfume quando passam por perto. Dá-me aquela vontade de ficar e nunca mais sair daqui!
É como se perde-se o rumo sozinha e o encontra-se naquela avenida que é desenhada pelas árvores do parque.
Uma coisa é certa, este ambiente quase me curou o coração, quase levantou a minha alma e definitivamente mudou a minha vida.
E até já sinto, que deixei tanto de mim aqui e ainda tenho tanto para deixar, e há muito de mim neste vento, e este espirito apoderou-se de mim e juro que não o quero largar. De repente acho que sinto felicidade, não é inteira mas faz milagres...


 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

"The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.
...
Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.

Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.

I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.

I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.


—Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster."
 by Elizabeth Bishop

 

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Faça chuva, faça frio!

Faça chuva, hoje nos meus sonhos
Para que me leves a dançar
Entre o silêncio das gotas
Que caiem sobre nós...
Faça chuva, hoje sobre mim
Para que as lágrimas
Ao deslizar pelos meus traços
Não se sintam sós...
Faça chuva, caiam as folhas,
Faça-se Outono!
Faça frio...
Faça chuva, dias cinzentos...
Faça frio, hoje lá fora
Faça quente, hoje, cá dentro!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

é assim.

É altamente perigoso confiar no destino!
É completamente doentio deixar-me existir!
É extremamente louco deixar o coração comandar!!!
É tudo tão altamente perigoso,
Tão completamente doentio,
Tão extremamente louco!
Tão raro ter uma alma...
Tão alucinante sentir
E tão extremo sofrer.
É tudo demasiado!
É tudo exatamente como uma criança pintaria um desenho com limites,
Fora das linhas, mal e colorido, vivo, louco e inocente.
Principalmente honesto.
É tudo assim aqui, aqui dentro,
É perigoso, é doentio, é louco,
É extremo, é alucinante, é colorido, é vivo!
É inocente e principalmente honesto.
É uma alma e é gigante.
 

 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Clic!

Clic! Um som sorrateiro soou de baixinho aqui dentro, algo desligou.
Algo se desligou passando tão despercebido que antes não tinha dado por isso mas, agora percebo e consigo ver muito claramente que outra coisa mudou, outra e outra, constantemente a mudar.
Esta minha forma de escrever, mudou demasiado, a mesma palavra parece ter outro peso, outro significado, de tal forma que se a refletisse num espelho uma outra imagem surgiria vinda de um poço fundo e vazio.  Já não sei como me revelar, já não tenho outra forma de alívio, agora só tenho espaços vazios, espaços pesados e espaços com defeitos. Nada mais, nada menos, como se menos fosse possível...
Até o clicar das teclas do mesmo computador parecem ter mudado o som... Não é que tenha perdido esta paixão, nem por isso, só mudou a forma de sentir a paixão, já não arde, só gela, já não aconchega, só dói.
Nunca antes as minhas próprias palavras foram facas para mim mesma, e agora é tudo o que sinto, facas a morder-me a alma como se a quisessem arrancar de mim, tira-la de uma vez...
Pergunto-me se também mudou o meu olhar, o meu andar, o meu sorrir... Muito provavelmente já deram mais voltas que os ponteiros do relógio da minha cozinha. Está velho, embora "jovem", cansado acho eu, todas aquelas voltas a passar no mesmo sítio sempre que completa um ciclo... O meu olhar já foi o mesmo muitas vezes, e já foi outro, outras tantas, vai tudo dar a Roma, vai tudo dar ao coração, pequenas agulhinhas a espetar levemente, acumulando pontos de dor onde jamais as arrancarei e jamais sentirei aquele velho alívio de uma criança. São os sinais da vida, são as lições a quererem anunciar-se todas ao mesmo tempo pensando que uma só alma pode com tudo, enganando-se redondamente. O tempo passa e a vida vive e eu existo e dizem que até um relógio estragado ou desligado está certo duas vezes por dia, não pode ser por acaso que  algo se desligou...
Mas mesmo assim, parece que foi por acaso que desliguei...


 
“there is a place in the heart that
will never be filled

a space

and even during the
best moments
and
the greatest times
times

we will know it

we will know it
more than
ever

there is a place in the heart that
will never be filled
and

we will wait
and
wait

in that space.”

Charles Bukowski

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

i need sumething more*

" I need sunshine, I need angels I need
 Something good yeah I need blue skies
 I need them old times I need
 Something good yeah something good
 Something good yeah something good
All these days seem so far away when i want to see how far away
 I've come
 Back then, when i had not seen half them things i'd ever thought i'd see
 Become someone i'd never thought i'd be...."

 
 
 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Eu não sou feliz, há anos que não sou feliz. Não posso esperar a vida toda por algo. Não posso escrever o resto da minha vida no meu computador e esperar que alguém leia, nem posso falar sozinha e esperar que alguém me ouça. É preciso uma voz, é preciso fazer-me ouvir! Não posso sonhar na minha cama o resto da vida, nem posso viajar nas páginas de internet para sempre, nem cantar dentro de casa o resto da minha vida, não posso, nem posso continuar infeliz. Eu preciso de correr atrás de algo, preciso de escrever para o mundo inteiro e fazer-me ouvir, dizer algo que realmente interesse, viajar verdadeiramente, comprar o bilhete de avião ou de comboio e sumir, fazer as malas e sonhar.  É disso que eu preciso, e sempre precisei e não posso esperar que isso aconteça do nada. Agir, é necessário e não posso falar em primeira mão mas tenho a certeza que é necessário e que faz maravilhas!
Eu só quero acordar e sentir alguma coisa, não peço demasiado, mas não posso pedir ao mundo, tenho que pedir a mim mesma um pouco de coragem e seguir!



 

sexta-feira, 26 de julho de 2013

domingo, 14 de julho de 2013

Meus amigos, as aparências iludem e continuarão a iludir enquanto não fecharmos os olhos e virmos para além delas.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

03:18H 06/07/2013

Não tenho nada para dizer e ao mesmo tempo há tanto para dizer... Não sinto nada, e sinto tanto. Na verdade nunca soube bem em que termo estou, nem sequer gosto de meias palavras mas, tenho esta mania de falar em meios termos, e em meias palavras, ninguém entende, só eu, e ás vezes não tenho bem a certeza se eu entendo o que digo e o que penso... Sinto que estou sempre a pedir algo ao mundo, peço tanto e nunca tive nada do que pedi e eu não sei correr atrás, nunca soube, fico sempre no meu canto. E o pior é que não há como correr atrás, e acho que também esperar não é bem a solução e então o que faço? Falta tanta coisa na minha vida para ser chamada de vida propriamente. E falta tanto de mim, vou perdendo certos traços, outros são levados á força, outros vão-se desgastando, apagando-se assim, sem mais nem menos. Estou farta, estou sempre farta, ás vezes sei porquê, outras vezes nem tanto mas isso não interessa, o que interessa é que sinto-me no limite, todos os dias me sinto no limite, e até há dias em que me sinto a cair fora destes limites e a cruzar os dedos para me aguentar, para não cair. Não é assim que devia ser, pedir sei lá a quem, sei lá a quê, por felicidade. Eu bem sei que a felicidade não se pede, mas eu peço na mesma, porque preciso, porque quero, porque faz falta e porque já nem sei bem o que é ao certo. Cada vez faço menos sentido, a sério que não entendo e não aguento isto, esta vida.

night*

Há algo de muito interessante no cair da noite, na madrugada, no nascer do dia. Não sei bem explicar...
Apagam-se as luzes e deixa-se as estrelas brilhar e os ruídos da natureza preenchem a escuridão, tal como outros, feitos pelo homem que quase se desvanecem entre a beleza de tudo o resto.
Ao cair da noite é assim, ainda se ouve todo o tipo de ruídos, sons que me fazem sentir pequena, como se me excluíssem daqui e com razão, não há lugar aqui para mim. Mas aí chega a madrugada, e é tudo tão quieto, tão silencioso e sumptuoso, qualquer coisa de misterioso, de mágico. Faz-me sentir bem, é tão como eu amo, poético e imóvel, e podia jurar que se guardam segredos no crepúsculo, com certeza que sim, não podia imaginar que fosse de outra forma... 
E depois tem esta estranha esperança no nascer do dia, a espectativa de que é um dia diferente, e é sempre o mesmo, aquela monotonia excruciante.
O nascer do dia é hora de fechar os olhos e sonhar, dormir, A noite é hora de sonhar, de olhos abertos, com o coração nas mãos, ensiná-lo a bater ao ritmo de quimeras..
Ás vezes só queria que o dia fosse a noite e a noite fosse o dia, simples assim.
O dia, o movimento, as pessoas, enlouqueço com isso. Não há nada nisso de esperançoso, não há nada de belo.
Á noite, eu escrevia imenso,poemas, coisas assim, sem sentido, tudo me parecia loucura mal empregada, não sei, nunca soube, mas foi parte de mim e é. A noite fazia-me bem, apesar de receber lágrimas em vez de sorrisos, mas a noite é assim, sincera, leve para a alma.
Não há nada mais cativante, nem nada mais libertador, os loucos são os senhores da noite, gosto de pensar assim, talvez não seja, mas e então? Loucura não tem horas e muito menos razão!
 


 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Guardei tanto, por tanto tempo, agora não tenho nada para dizer ao mundo. Tudo se foi e tudo ficou, num nó tão grande dentro de mim que não tenho absolutamente nada para dizer, nem a ti nem a ninguém, muito menos a mim mesma!



 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Existem muitos tipos de sentimentos. Aqueles que odiamos, aqueles que amamos, aqueles que ignoramos, aqueles que negamos, aqueles que não nos permitimos sentir, aqueles que não esquecemos, aqueles que desvanecem, aqueles que perduram, aqueles que nos enchem e aqueles que nos tiram tudo.
É só isso, a nossa vida baseia-se no tipo de sentimentos que sentimos. Já não os distingo pelo nome, agora distingo pelo tipo. São sentimentos, que interessa o nome? Não interessa, eu não me interesso, e não quero saber.

sábado, 15 de junho de 2013

Estou a intelectualizar. A digerir a raiva e as lágrimas de á bocado. Já me enchi de calma mas tenho muita desilusão também aqui . Perdi-te ou tu deixas-te que eu te largasse não sei, mas esta amizade perdeu-se nos piores caminhos, este laço deslizou e desfez-se, esta ponte quebrou-se. Já não há nada. Foste deixando um rasto de bom e de mau... O mau está aqui, a pesar-me no coração, o bom faz parte de mim e sempre fará...
Coisas da vida e sinto-me a pior pessoa do mundo a dizer isto, e provavelmente para ti sou, mas não quero saber disto, não me interessa. O vento nunca volta o mesmo depois de um rodopio, por isso se é diferente, não quero nada.
Confio no destino e se este ciclo der a volta até ao mesmo, ainda bem, se não, que continue a elevar-se e superar-se, porque de buracos está o mundo cheio, e de buracos está a minha vida cheia, e de buracos está o meu coração cheio! O mundo precisa de escadas, para subir, a minha vida precisa de luz para continuar e o meu coração precisa de sangue para bater porque as facas cortam e rasgam e eu sei que ele nunca será inteiro mas, ferido também não o quero portanto, avante!


 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Agora percebo que não é tristeza. Não é tristeza, é dormência. É desmotivação. É falta de rumo. Parece mais que tristeza, parecem feridas abertas. Sei lá.

 

sábado, 8 de junho de 2013

sometimes something starts crumbling inside me but it's ok, someday it all will be put back on.

are you happy?

Quando me perguntam se sou feliz, hesito em responder, até me custa. Se digo que sim sinto culpa por mentir, se digo que não, arrependo-me porque depressa chegam as perguntas. Não é pergunta que se faça, odeio esta pergunta, no entanto é necessária. É essencial. Acreditem. Ás vezes sabemos tudo sobre os outros e o que devíamos saber, não fazemos sequer ideia, se são felizes ou não, isso importa, muito, pelo menos para mim.
E vocês, são felizes?


 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Pensamos que depois de construir um muro á nossa volta mais nada nos atinge, mais nada nos magoa, mas não, parece que tudo magoa mais porque só nós é que o podemos fazer, e magoar-nos a nós mesmos dói mais do que qualquer coisa.


 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Eu não sei, muito sinceramente, o que me fez ser assim, sempre a afastar, sempre a fugir. Não sei mesmo. :c

 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Não sei ser simples quando escrevo, porque não é simples nem fácil escrever o que nos vai na alma. E não tem sido fácil encontrar palavras que me libertem, nem lágrimas, nem gritos nem desespero. Era tão fácil... Sempre que o coração apertava, chovia, e as palavras fluíam, continuava a ser difícil mas era fácil aliviar a dor. Agora parece que não há nada que possa aliviar a dor, ou lá o que raio isto é. Não sei o que é, mas não me larga.


terça-feira, 21 de maio de 2013

Copo meio.


Um copo meio cheio ou um copo meio vazio? Mas que raio. Eu cá sempre apostei num copo meio. Que é exactamente o que ele é. Metade de água, metade de ar. Vejo as coisas como elas são e não vejo propósito em vê-las de outra forma. Se vejo, ou se sinto vazio em mim, é porque é vazio, não vou inventar e dizer que é amor, ou outro sentimento qualquer.


Esperar sentada? Não! Eu espero deitada, assim posso dormir e sonhar com aquilo que já sonho acordada e que nunca acontece. 



Nunca odiei ninguém em toda a minha existência. Não gostei, não achei interesse, e até já desprezei mas ódio é outra coisa, que não senti, mas algo me diz que virá acompanhado do melhor sentimento de todos. Porque o melhor trás sempre o pior junto, em equilíbrio, penso eu.


terça-feira, 14 de maio de 2013

Seguir o vento parece impossível mas aí vemos-nos a viver ao sabor dele mesmo, e a dançar com ele, e damos por nós abraçados à brisa, tal que, vamos seguindo os assobios do vento e deixando a alma a flutuar nas linhas invisíveis do sopro das estrelas.



quinta-feira, 9 de maio de 2013

bad craziness.


É muito estranho isto, eu olhar para todos os lados e não ver nada onde me possa agarrar, é que antes eu sentia que tinha algo embora não visse, agora eu não vejo, nem sinto. Não há nada.
O vazio, eu sei o que é, parece que sei desde sempre, familiarizei-me com isso cedo demais, por tempo demais. A solidão, nunca gostei embora me fizesse falta, mas eu só a queria quando queria, raramente e então esta acompanha-me mais de perto que o vazio, como se me estivesse na pele, ser sozinha, estar só.
Sinto desespero, aquele desespero num nível completamente diferente do normal, desesperada por um grito, por um abraço, por uma força que me agarre e que não me deixe ir… Estou desesperada por calor que este frio tem-me feito mal, esta frieza que se fez minha, ocupou-me mais do que eu deixei, e agora sou assim, fria, e não gosto de ninguém! Este gelo que nunca vi, nunca senti, mas que sei que não me larga, que só me quebra, só me arrasta pelo chão, deste tipo de frio eu não gosto. Gosto do vento, gosto da chuva e até do inverno, mas deste frio eu dispenso, e descarto e não quero nem pintado de ouro, este frio que não vai embora nem a pontapé!
Parece-me tudo estranho demais, eu não ter nada, eu não sentir grande coisa, eu já não saber mesmo a quantas ando, eu não saber o que quero da vida, eu sentir dor, tanta dor, juro que é-me estranho demais. Sentir tanta dor, quer dizer, é minha esta dor? Parece-me dor a mais para ser só de mim, parece que sinto a dor de tanta gente junta! E é tão estranho eu não ser capaz de virar do avesso o avesso em que está a minha vida. Não consigo fazer nada, e sei o que fazer, mas não sinto a força, não a tenho. Não dá. O pior de tudo é que não me sinto no direito de ter este tipo de problema, que parece tão insignificante e que provavelmente é. É que problemas em cima de problemas, em cima de problemas só podia dar em desabo. E deu, e dói, mais do que devia, mais do que necessário e com certeza mais do que aguento…


Meus amigos me adoram e certamente chorariam se eu morresse. Mas será que eles sabem que eu penso sempre na morte? Será que eles sabem que aquela garota ali no canto da mesa, de decote, de bolsa da moda, rindo pra caramba, contando mais uma de suas aventuras vazias e descartáveis, acorda todos os dias pensando: o que eu realmente quero com essa vida? Como eu faço para ser feliz?
Tati Bernardi 



sábado, 27 de abril de 2013

Na poesia tudo é bonito, o que não é bonito foi o que moveu as palavras.


quarta-feira, 24 de abril de 2013

life.

A vida é mesmo assim, injusta, desequilibrada, abana-nos e balança-nos, embala-nos eleva-nos, mas nunca nos atira para a frente, isso temos de ser nós, a pôr um pé a seguir ao outro e caminhar.

domingo, 14 de abril de 2013

Sou muito racional para uma pessoa que não tem razão para nada.


Não sei bem se esta arte, se esta escrita me liberta da dor ou se a alimenta. Nunca descobri. Já é difícil ver a diferença, já não sei bem a distinção entre agarrar e libertar, entre prender e deixar ir.
Há anos que vou dizendo que amanhã é outro dia e os anos passam-se como um sopro rápido que apaga uma vela, e o pior é que nem os travões das memórias eu lhes pus. Deixei ir, mas deixei ir a vida a correr, com tudo o que eu tinha, deixei ir e prendi nada e mais nada e coisa nenhuma. E amanhã é outro dia. E então? É como se não fosse.
Esta escrita, esta ponte pequena entre mim e o resto do mundo ainda me prende, pouco mas prende. Mas não sei se é bom ou se é terrível. Esta dor que não tem explicação nenhuma, e esta desinquietação que não me deixa ir a lado nenhum é uma constante pedra no peito. Sou uma cabeça de vento, que não sabe onde estar, onde ir, o que fazer, o que pensar e como viver… 
Não estou bem aqui, estou fora de todos os meus elementos. Fora da minha essência.
E esta arte, esta coisa que eu vou deixando correr-me nas veias não faz de mim artista, faz-me desorientada, e enterra-me ainda mais na areia, mesmo onde eu não preciso de estar.
E esta sensação de isto já não ser suficiente para deixar o coração bater e o sangue fluir. Esta impressão estranha, este sentimento de ansiedade dentro de mim. Nem sei o que anseio. Juro que não tenho sequer palpites, eu não espero por nada, porque caí no destino e fiquei assim.
Nunca fui livre e também nunca fui presa a nada, isso faz de mim o quê? Uma linha recta infinita ali parada, traçada no mundo, sem propósito, só estar ali…
E já há tão pouco de mim no meu olhar... Mais um sopro do vento gelado e tudo se desvanece...
Sou muito racional para uma pessoa que não tem razão para nada.  





sábado, 13 de abril de 2013

Há quem diga que lágrimas não curam dor, cá para mim enganam-se redondamente... Ou não sabem do que falam, ou não sabem chorar.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

fui.


Onde é que foi a minha tolice? Aquela tolice engraçada e inocente, onde foi? Onde foste? Faz-me falta, céus como faz!
Eu não tinha medo de me deitar no chão, de me sentar no meio da rua, não tinha medo de dizer disparates a desconhecidos e de fazê-los conhecidos num instante. Não tinha medo de saltar e gritar e de cantar a toda a hora e sabia bem. Agora tenho medo de tudo, até da própria sombra, que triste que é, digo-vos em primeira mão, é horrível…
O mundo gira e a minha vida gira com ele, e o mundo mudou sem ter palavra no assunto, e eu mudei também…

sábado, 23 de março de 2013

isto.


Não pude deixar de o fazer, não pude deixar de escrever. Mesmo que já há bastante tempo eu não diga nada de especial naquilo que vou escrevendo, porque sei lá, já nem sei o que dizer, porque bloqueio tudo dentro de mim e muito sinceramente costumo saber sempre o que fazer mesmo não tendo coragem a maior parte das vezes para pôr em prática mas desta vez eu não sei, aliás eu não faço a mínima ideia de como desbloquear memórias, mágoas e até as lágrimas porque a vontade de chorar é imensa mas as lágrimas não escorrem, não se fazem reais, caiem apenas dentro de mim e acreditem ou não chega a ser dor física.
Antes a dor não era assim, eu chorava horas e horas, com o aperto no coração a todo o momento mas, libertava-me, tirava-me o peso de cima por um tempo e agora o peso está sempre em cima dos ombros, a descaí-los, a rebaixar-me. Tudo o que me apetece é dormir; é não sair de casa; é não ter contacto com ninguém; quero é silêncio e amo o silêncio mas não este, não esta ausência de ruído dolorosa e assassina… Desisti e antes não o tinha feito… Eu costumava apoiar-me em alguém, nos amigos, na melhor amiga, agora parece tudo uma nuvem de pó a desvanecer… É que de repente senti-me ainda mais estranha neste mundo do que aquilo que sentia, eu não pertencia a este lugar, agora não pertenço a mim mesma nem a ninguém porque já não se dão ao trabalho de se preocupar. Já não tenho ninguém, é possível? Não sei explicar, mas consome-me a alma esta dor, isto que não sei dizer o que é, esta angústia, este vazio, esta frieza, esta pedra dentro do peito.
Movo-me por obrigação, juro, é só isso. Porque eu não suporto nada disto, não suporto esta vida, isto.
Não consigo, dói demais, e não sei o quê. É a acumulação, é nada, é o quê?
Que desespero! Parece que desliguei completamente mas sinto-me melhor agora enquanto escrevo, dormente mas melhor, com as lágrimas ainda a abraçar-me a cara, e a acarinhar o coração, não sei como mas ainda sobrevivo a isto. A isto, o quê? Não sei, esqueci.


 
 

segunda-feira, 4 de março de 2013


Cansei de chorar pelos olhos
ou dedos
agora eu choro pelo céu!
Então já sabe…
se chover, sou eu.
Paris, 1992

sábado, 2 de março de 2013

Não tenho sono. Pensei em deixar esta vida para trás e começar uma de novo? Posso?
- Não.

 

wind.


Sinto o vento a soprar de perto, às vezes parece que suspira só para mim, sopra forte mas nunca para me deitar a baixo, apenas o suficiente para me fazer flutuar, nem que só por breves segundos. Sabe bem mas, levanta a poeira, para o ar, dos cantinhos do meu coração. Está novo, mas é antigo, está machucado mas não está gasto... Mistérios da vida. Entendem? Aqueles segredos poeirentos que guardamos, que escondemos, que não relevamos porque dói apenas relembrar, dói até libertar tudo isso.
O vento é esplêndido, genial até, mas não pode com as pedras, não pode com segredos, e subir paredes é complicado, desliza-se, cai-se...
É preciso saber viver, saber sofrer também, porque nem toda a gente sabe... É estranho sim, mas aprendo com o vento, porque o vento também sabe falar, quem me lê tem de aprender a ler as entrelinhas, quem ouve o vento tem de aprender a entender o silêncio entre os assobios, as órbitas que ele desenha quando esbate e desliza nos contornos do nosso corpo. Simples assim, escutar o vento, aprender a ser livre como ele.  E os mistérios não se revelam, os mistérios despertam-nos, ativam-nos para correr atrás de algo que não se apanha tal como o vento que foge sem limites...
 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

em frente.

Uma vez disseram-me: "Não andes a olhar para o chão, olha para a frente, levanta a cabeça!", porque é que não o faço?

 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

it's sad

E é triste querer fugir, sair daqui, desaparecer quando não há ninguém a quem possamos dizer: "Foge comigo!"...

A possibilidade de vir a amar verdadeiramente assusta-me mas o que ainda me deixa respirar é saber que o amor pode ser tudo e mesmo quebrada sei que não fico deserta, de todo.